Até cachorro tem paz na madrugada.
Fruta caindo do pé,
passarinho dando assoviada.
Galo até cocorocou.
Olinda já está acordada.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Então, eu.
Gosto do jeito que as idéias (sim, com acento para mim) surgem na minha cabeça. Elas vêm facinhas, maneirinhas, escorregam para fora de mim, assim.
Gosto do jeito como funciono: semana sim, semana não. A contrapor dias silenciosos e angustiantes por dias musicais produtivos. Os dias em que não me alimento de comida e só escuto, leio e produzo. E os dias que com meu paladar voraz fico só consumindo coisas que não se revelam em produções. E tem o jeito como fico toda mandando o foda-se e o jeito como fico gentil com as pessoas. E os dias em que recebo elogios do além e os dias que não mereço nem oi. E essa atmosfera completamente contraditória de mim silenciosa e verborrágica e tudo isso que sai assim de mim em um minuto. UM.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Então a gente começa a ler Clarice esperando se emocionar e vê que não entende metade do que está escrito. Mas uma coisa estranha ocorre à todas as pessoas: param de ler e escrevem coisas.
Lá vai.
São Paulo, 6 de Setembro de 2010
Se já tiver passado da meia noite já será então 7 de setembro. Mas eu não sei. Não sei que horas são e nem há quantas horas tenho me sentido sozinha sem gostar.
Há dias em que se sentir sozinha é delicioso. Mas hoje não. Hoje não é um estar sozinha comum.É um estar sozinha em São Paulo. Num frio chato que veio quebrando aquele calor que eu tava gostando tanto. Num dia em que todas as respostas dadas à mim foram negativas. (...) Não sei viver isolada desse sentimento de pertencimento. Gosto de estar no olho do furacão, de estar conectada à tudo. De não perder o fio da meada é o que gosto. Ultimamente aliás tenho achado que estou muito fragmentária. Não sou capaz de manter o fio da meada dos meus desejos e fico toda incomodada já no momento em que as coisas estão acontecendo.
(...)
Mas veio de repente uma sensação boa em meio à solidão: Talvez eu me baste as vezes. Talvez consiga sim ficar só.
E isso pode significar que o momento de ir pra longe esteja chegando. Já posso dar conta desse desligamento?
A gente é só.
e preciso viajar.
(livre inspiração: uma aprendizagem ou o livro dos prazeres- clarice - aquela que tem flor -de-lis no peito)
Lá vai.
São Paulo, 6 de Setembro de 2010
Se já tiver passado da meia noite já será então 7 de setembro. Mas eu não sei. Não sei que horas são e nem há quantas horas tenho me sentido sozinha sem gostar.
Há dias em que se sentir sozinha é delicioso. Mas hoje não. Hoje não é um estar sozinha comum.É um estar sozinha em São Paulo. Num frio chato que veio quebrando aquele calor que eu tava gostando tanto. Num dia em que todas as respostas dadas à mim foram negativas. (...) Não sei viver isolada desse sentimento de pertencimento. Gosto de estar no olho do furacão, de estar conectada à tudo. De não perder o fio da meada é o que gosto. Ultimamente aliás tenho achado que estou muito fragmentária. Não sou capaz de manter o fio da meada dos meus desejos e fico toda incomodada já no momento em que as coisas estão acontecendo.
(...)
Mas veio de repente uma sensação boa em meio à solidão: Talvez eu me baste as vezes. Talvez consiga sim ficar só.
E isso pode significar que o momento de ir pra longe esteja chegando. Já posso dar conta desse desligamento?
A gente é só.
e preciso viajar.
(livre inspiração: uma aprendizagem ou o livro dos prazeres- clarice - aquela que tem flor -de-lis no peito)
terça-feira, 13 de julho de 2010
sexta-feira, 9 de julho de 2010
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
terça-feira, 29 de setembro de 2009
terça-feira, 15 de setembro de 2009
luto

Este humilde blog está de luto porque o moço do Ghost nos deixou. Eu choro toda vez que vejo Ghost. Aliás, depois de Meu Primeiro Amor (também homenageado na imagem) Ghost é o filme mais visto por mulheres de tpm no mundo. É chorar e comer chocolate na certa. (para momentos de descontração, Um tira no jardim da infancia é o mais indicado).
domingo, 13 de setembro de 2009
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Pé de vento
Pé de vento,
Pé de vento
Pede vento,
Pede vento
Tempestade.
Pede ao vento,
Pede ao vento
Que o tempo voa.
Vai bem leve!
pelo vento
que ressoa,
como ressoa...
voe leve,
voe pessoa.
Pé de vento
Pede vento,
Pede vento
Tempestade.
Pede ao vento,
Pede ao vento
Que o tempo voa.
Vai bem leve!
pelo vento
que ressoa,
como ressoa...
voe leve,
voe pessoa.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
insônia
tive insônia a noite inteira
sonhando com um poema
ele era de cor cinza
e perseguia uma palavra
em forma de espiral
sonhando com um poema
ele era de cor cinza
e perseguia uma palavra
em forma de espiral
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
BEM
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
trilha
não que andasse distraída, mas de uns tempos pra cá, focava sua atenção apenas no pio dos passarinhos e a casa atravessar de rua, tanto fazia ter ou não um perigo constante. as buzinas cantavam, as pessoas cantavam, os martelos cantavam, o café fervendo no bule cantava também...
o mundo tinha agora uma eterna trilha sonora.
o mundo tinha agora uma eterna trilha sonora.
terça-feira, 28 de julho de 2009
a menina do jardim da menina do jardim da menina
tinha uma menina lá dentro das folhas. ela era bem pequena, mas tinha um jeito valente. viu que o jardim precisava de cuidados, então resolveu adotá-lo. todos os dias e manhã conversava com as mudinhas, fazia carinho nas plantas e adubava o solo. disseram a ela que cantar fazia planta crescer, e então cantava todo seu repertório!
um dia o jardim já com as flores crescidas, fortes e coloridas, abraçou a menina pequena e começou a cantar pra ela.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
conversando com Teresa
Fez cara de séria e perguntou:
-Vucê tá tisti, Cacá?
Comecei a desenhar e toda curiosa me vem:
-Tá Diziando papel, tá?
É exigente...
-Zezenha um au-au?
E crítica!
-O au-au é gôdu, é?
Deu a volta na casa e disse:
-Cacá, eu vultô!
E trouxe algo na mão:
-Uma panta mequeca pá vucê!
-Vucê tá tisti, Cacá?
Comecei a desenhar e toda curiosa me vem:
-Tá Diziando papel, tá?
É exigente...
-Zezenha um au-au?
E crítica!
-O au-au é gôdu, é?
Deu a volta na casa e disse:
-Cacá, eu vultô!
E trouxe algo na mão:
-Uma panta mequeca pá vucê!
Fiz minha casa no teu cangote
Não há neste mundo quem me bote
Pra sair daqui
Te pego sorrindo num pensamento
Faz graça de onde fiz meu aconchego, meu alento
E nem ligo
Como pode, no silêncio, tudo se explicar?
Vagarosa, me espreguiço
E o que sinto, feito bocejo, vai pegar
Fiz minha casa no teu cangote
Não há nesse mundo quem me bote
Pra sair daqui
Céu- Cangote
(O CD novo dela tá uma delícia...)
Não há neste mundo quem me bote
Pra sair daqui
Te pego sorrindo num pensamento
Faz graça de onde fiz meu aconchego, meu alento
E nem ligo
Como pode, no silêncio, tudo se explicar?
Vagarosa, me espreguiço
E o que sinto, feito bocejo, vai pegar
Fiz minha casa no teu cangote
Não há nesse mundo quem me bote
Pra sair daqui
Céu- Cangote
(O CD novo dela tá uma delícia...)
domingo, 19 de julho de 2009
sem fim
tanta felicidade, parece que vai transbordar.
não transborda: nos faz cúmplices.
tanto bem-querer parece não ter fim...
(e não tem mesmo.)
tanta manhã-amada, uma longa estrada
que vai desaguar no nosso "pra sempre".enfim?
sem fim!
não transborda: nos faz cúmplices.
tanto bem-querer parece não ter fim...
(e não tem mesmo.)
tanta manhã-amada, uma longa estrada
que vai desaguar no nosso "pra sempre".enfim?
sem fim!
segunda-feira, 13 de julho de 2009
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