Para raiar um novo dia me lembrarei daquele domingo.
Eu corria vários quarteirões de São Paulo com uma bóia de natação à volta da cintura.
Corria muito depressa não porque podia me atrasar para um compromisso, e nem porque me perseguiam.
Eu corria muito feliz, muito alegre e cheia de vida. Eu corria porque era carnaval.
Eu corria porque ia fazer xixi no apartamento do meu irmão e precisava voltar depressa para o bloco.
Agora preciso correr. Preciso voltar depressa para a vida.
que a tristeza é uma forma de egoísmo.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
segunda-feira, 27 de junho de 2011
linha
A não-linearidade das relações me intriga!
Quem conta seus amores tende a resumir.
Mas a vida não tem resumo.
A vida demora.
E eu espero.
(porque não tenho escolha)
Quem conta seus amores tende a resumir.
Mas a vida não tem resumo.
A vida demora.
E eu espero.
(porque não tenho escolha)
domingo, 5 de junho de 2011
aprendendo a viver.
é isso que dá entrar num turbilhão sem perceber.
é isso que dá entrar no automático.
é isso que dá não seguir os instintos.
agora respira. aceita. e ultrapassa essa linha.
ela é tênue. e tudo passa. e você sabe disso.
é isso que dá entrar no automático.
é isso que dá não seguir os instintos.
agora respira. aceita. e ultrapassa essa linha.
ela é tênue. e tudo passa. e você sabe disso.
sábado, 14 de maio de 2011
hoje, muito.
Em um só dia, muitas noites.
Em uma manhã, um mês inteiro.
Lá dentro, bem dentro.
Num dia só, só hoje.
Muitos afetos.
O sentido de afeto: afetar.
Questão de olhar com mais calma pra entender.
Calma.
Muita calma, mulher.
Em uma manhã, um mês inteiro.
Lá dentro, bem dentro.
Num dia só, só hoje.
Muitos afetos.
O sentido de afeto: afetar.
Questão de olhar com mais calma pra entender.
Calma.
Muita calma, mulher.
domingo, 8 de maio de 2011
Podia, talvez.
Eu podia falar mais devagar.
Eu podia prever o que vai acontecer obviamente daqui há dois segundos pra poder respirar antes.
Eu podia respirar.
Eu podia ser mais realista.
Eu podia me deixar abraçar por mais tempo.
Eu podia falar a verdade pra você.
Eu podia me deixar encantar sem culpa.
Eu podia não sentir culpa.
Eu podia me permitir dizer o que eu penso sobre as noites.
Eu podia.
Mas agora já passou.
Eu podia prever o que vai acontecer obviamente daqui há dois segundos pra poder respirar antes.
Eu podia respirar.
Eu podia ser mais realista.
Eu podia me deixar abraçar por mais tempo.
Eu podia falar a verdade pra você.
Eu podia me deixar encantar sem culpa.
Eu podia não sentir culpa.
Eu podia me permitir dizer o que eu penso sobre as noites.
Eu podia.
Mas agora já passou.
quinta-feira, 24 de março de 2011
assim sendo,
eu acho mesmo muito engraçado meu jeito de funcionar.
de querer muito e com força
e depois de correspondida, querer mais não.
de imaginar muito o depois e não conseguir ter o agora.
engraçado mesmo é que já me sei assim. e enquanto isso...
de querer muito e com força
e depois de correspondida, querer mais não.
de imaginar muito o depois e não conseguir ter o agora.
engraçado mesmo é que já me sei assim. e enquanto isso...
sexta-feira, 4 de março de 2011
caminho ao carnaval
Vinha ele andando na garoa, cara de corajoso, mochila nas costas, travesseiro na mão.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Eu poderia escrever sobre muitas coisas, como por exemplo o calor grudento e infernal que invadiu minha cidade.
Sobre a correria do dia-a-dia e as caras de cansaço das pessoas (quenuncamudamnãomudamnunca), sobre mosquitos, sobre as músicas novas que baixei e me viciei, sobre não ter feito desenhos nas últimas semanas. Sobre estar prestes à morar sozinha, sobre as novas possibilidades de penteados para cabelos curtos.
Poderia escrever muitas coisas, inclusive nos meus caderninhos. Poderia escrever muitas coisas sobre mim. Sobre tudo que eu passo o tempo todo pensando. Sobre meus planos.
Mas preferi escrever pra você.
beijos.
Sobre a correria do dia-a-dia e as caras de cansaço das pessoas (quenuncamudamnãomudamnunca), sobre mosquitos, sobre as músicas novas que baixei e me viciei, sobre não ter feito desenhos nas últimas semanas. Sobre estar prestes à morar sozinha, sobre as novas possibilidades de penteados para cabelos curtos.
Poderia escrever muitas coisas, inclusive nos meus caderninhos. Poderia escrever muitas coisas sobre mim. Sobre tudo que eu passo o tempo todo pensando. Sobre meus planos.
Mas preferi escrever pra você.
beijos.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
vasto
acabam-se as férias formais e começam as férias afetivas. que venha. a cabeça à mil, o coração vazio. pra reciclar essa energia forte que não encontra vasão. pra lembrar que a gente nasce só e que só também é bom. e que é assim mesmo: querer pouco não significa contentar-se com menos.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
dedicado à ninguém
.por isso pensei que seria fácil. Porque tudo começou muito bem. Virou ainda meio confuso, mas logo se resolveu. E isso me encheu de esperanças. Saber que as coisas estão fluindo sem muito sofrer. Mas nada disso dura muito e já me vejo assim. a querer alguma coisa que nem eu sei o que é. Que não sei o que quero. Que estou sem escolha, que estou com um vazio de uma coisa que nunca foi ocupada. esse sentimento é dedicado à ninguém. à mim e ao meu vazio. minha ilha interior, pra onde me afasto, me afasto e me afasto mas sempre volto.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
.\(´)/.
Até cachorro tem paz na madrugada.
Fruta caindo do pé,
passarinho dando assoviada.
Galo até cocorocou.
Olinda já está acordada.
Fruta caindo do pé,
passarinho dando assoviada.
Galo até cocorocou.
Olinda já está acordada.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Então, eu.
Gosto do jeito que as idéias (sim, com acento para mim) surgem na minha cabeça. Elas vêm facinhas, maneirinhas, escorregam para fora de mim, assim.
Gosto do jeito como funciono: semana sim, semana não. A contrapor dias silenciosos e angustiantes por dias musicais produtivos. Os dias em que não me alimento de comida e só escuto, leio e produzo. E os dias que com meu paladar voraz fico só consumindo coisas que não se revelam em produções. E tem o jeito como fico toda mandando o foda-se e o jeito como fico gentil com as pessoas. E os dias em que recebo elogios do além e os dias que não mereço nem oi. E essa atmosfera completamente contraditória de mim silenciosa e verborrágica e tudo isso que sai assim de mim em um minuto. UM.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Então a gente começa a ler Clarice esperando se emocionar e vê que não entende metade do que está escrito. Mas uma coisa estranha ocorre à todas as pessoas: param de ler e escrevem coisas.
Lá vai.
São Paulo, 6 de Setembro de 2010
Se já tiver passado da meia noite já será então 7 de setembro. Mas eu não sei. Não sei que horas são e nem há quantas horas tenho me sentido sozinha sem gostar.
Há dias em que se sentir sozinha é delicioso. Mas hoje não. Hoje não é um estar sozinha comum.É um estar sozinha em São Paulo. Num frio chato que veio quebrando aquele calor que eu tava gostando tanto. Num dia em que todas as respostas dadas à mim foram negativas. (...) Não sei viver isolada desse sentimento de pertencimento. Gosto de estar no olho do furacão, de estar conectada à tudo. De não perder o fio da meada é o que gosto. Ultimamente aliás tenho achado que estou muito fragmentária. Não sou capaz de manter o fio da meada dos meus desejos e fico toda incomodada já no momento em que as coisas estão acontecendo.
(...)
Mas veio de repente uma sensação boa em meio à solidão: Talvez eu me baste as vezes. Talvez consiga sim ficar só.
E isso pode significar que o momento de ir pra longe esteja chegando. Já posso dar conta desse desligamento?
A gente é só.
e preciso viajar.
(livre inspiração: uma aprendizagem ou o livro dos prazeres- clarice - aquela que tem flor -de-lis no peito)
Lá vai.
São Paulo, 6 de Setembro de 2010
Se já tiver passado da meia noite já será então 7 de setembro. Mas eu não sei. Não sei que horas são e nem há quantas horas tenho me sentido sozinha sem gostar.
Há dias em que se sentir sozinha é delicioso. Mas hoje não. Hoje não é um estar sozinha comum.É um estar sozinha em São Paulo. Num frio chato que veio quebrando aquele calor que eu tava gostando tanto. Num dia em que todas as respostas dadas à mim foram negativas. (...) Não sei viver isolada desse sentimento de pertencimento. Gosto de estar no olho do furacão, de estar conectada à tudo. De não perder o fio da meada é o que gosto. Ultimamente aliás tenho achado que estou muito fragmentária. Não sou capaz de manter o fio da meada dos meus desejos e fico toda incomodada já no momento em que as coisas estão acontecendo.
(...)
Mas veio de repente uma sensação boa em meio à solidão: Talvez eu me baste as vezes. Talvez consiga sim ficar só.
E isso pode significar que o momento de ir pra longe esteja chegando. Já posso dar conta desse desligamento?
A gente é só.
e preciso viajar.
(livre inspiração: uma aprendizagem ou o livro dos prazeres- clarice - aquela que tem flor -de-lis no peito)
terça-feira, 13 de julho de 2010
sexta-feira, 9 de julho de 2010
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
terça-feira, 29 de setembro de 2009
terça-feira, 15 de setembro de 2009
luto

Este humilde blog está de luto porque o moço do Ghost nos deixou. Eu choro toda vez que vejo Ghost. Aliás, depois de Meu Primeiro Amor (também homenageado na imagem) Ghost é o filme mais visto por mulheres de tpm no mundo. É chorar e comer chocolate na certa. (para momentos de descontração, Um tira no jardim da infancia é o mais indicado).
domingo, 13 de setembro de 2009
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
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